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Como Fazer uma Introdução de Redação Perfeita no Enem

Introdução de redação é o primeiro parágrafo do texto dissertativo-argumentativo, em que você contextualiza o assunto, mostra que entendeu o tema e apresenta a tese. No Enem, ela abre o projeto de texto que a conclusão fecha com a proposta de intervenção (Competência 5, 200 pontos).

Como fazer uma introdução de redação perfeita no Enem: caderno com caneta e lista de dicas para a prova

Neste guia, você vê a estrutura de quatro parágrafos, os três elementos da introdução, dez formas de começar, repertório coringa e os erros que mais custam pontos.

Índice

Como fazer uma introdução de redação dissertativo-argumentativa?

Qual é a estrutura de uma redação nota 1000?

Quais são os 3 elementos de uma introdução perfeita?

Como desenvolver a tese nos parágrafos seguintes?

Quais são as 10 formas de fazer uma introdução de redação?

Qual repertório sociocultural coringa usar na redação?

Como fazer a proposta de intervenção que vale 200 pontos?

Quais erros evitar na introdução da redação?

Como colocar a introdução perfeita em prática?

Perguntas Frequentes sobre Introdução de Redação

Como fazer uma introdução de redação dissertativo-argumentativa?

Antes de tudo, é importante entender o tipo de texto exigido: a redação dissertativo-argumentativa. Esse modelo, cobrado no Enem, no Encceja e em vários vestibulares, exige que o autor defenda um ponto de vista (tese) sobre um tema problematizado, usando argumentos e exemplos.

A introdução é o primeiro parágrafo e funciona como o cartão de visitas do texto. Ela tem três funções: capturar a atenção do avaliador, estabelecer a direção e o foco do texto e apresentar a tese, a opinião que você vai defender.

A introdução precisa ser longa?

Sim, uma introdução ideal deve ter pelo menos dois períodos diferentes, separados por ponto final. No Enem, introduções com duas linhas ou menos são consideradas “embrionárias” e podem prejudicar a nota.

Qual é a estrutura de uma redação nota 1000?

Para alcançar a nota máxima, o modelo mais recomendado é a estrutura da redação do Enem em quatro parágrafos:

Ordem didática

Parágrafo

Função principal

1

Introdução

Apresentar o tema, contextualizar e definir a tese e os argumentos (A1 e A2).

2

Desenvolvimento 1

Defender o argumento 1 (A1) com repertório sociocultural e aprofundamento crítico.

3

Desenvolvimento 2

Defender o argumento 2 (A2) com repertório sociocultural e aprofundamento crítico.

4

Conclusão

Retomar o tema e o objetivo e apresentar a proposta de intervenção (PI) completa.

Essa ordem permite uma organização rápida e segura, e nasce de um projeto de texto feito antes de escrever. O desenvolvimento é o “coração da redação” e a conclusão é a “última impressão”.

Quais são os 3 elementos de uma introdução perfeita?

Para elaborar uma introdução sem defeitos, divida-a em três partes distintas e interligadas: contextualização, tema e tese.

Como fazer uma introdução de redação perfeita: infográfico com os três elementos da introdução, contextualização, tema e tese, ligados em sequência por setas.

Contextualização (gancho inicial)

É a abertura do parágrafo. A contextualização, ou assunto, é algo mais abrangente do que o tema em si, mas que se conecta a ele. É o momento ideal para inserir o repertório sociocultural produtivo (livros, filmes, citações, dados históricos).

Dica: conecte a contextualização à problematização do tema, usando recursos coesivos (conectivos) para evitar saltos lógicos.

Tema (demonstração de compreensão)

Após contextualizar, você deve demonstrar como o contexto se liga ao tema proposto. É vital evitar copiar o tema de forma literal. Em vez disso, reescreva-o com as suas próprias palavras, garantindo que todos os elementos da proposta temática estejam presentes.

Tese (o coração da introdução)

A tese é a opinião ou ideia principal que você vai defender ao longo do texto. Ela concentra o objetivo do texto e deve ser pensada de forma completa (ideia, argumentos, consequências e solução).

Como fazer uma tese forte? Pergunte a si mesmo: “O que eu acho sobre o tema?”. A partir dessa resposta, formule dois argumentos (A1 e A2) que serão desenvolvidos nos parágrafos seguintes. Para treinar essa etapa, veja como fazer uma tese para redação.

Exemplo: em uma redação sobre a invisibilidade do registro civil, a tese pode ser que o problema persiste devido à precarização do trabalho e à exclusão democrática. Esses dois fatores se tornam seus A1 e A2.

Atenção: a tese deve ser coesa e coerente. No Enem, ela precisa apresentar claramente o projeto de texto, com dois argumentos que serão retomados e comprovados no desenvolvimento.

Como desenvolver a tese nos parágrafos seguintes?

O desenvolvimento é a parte de argumentação e exemplificação. Cada parágrafo de desenvolvimento (D1 e D2) deve abordar um dos argumentos apresentados na tese.

Qual é a estrutura do parágrafo de desenvolvimento?

  1. Tópico frasal (afirmação): retomada do argumento (A1 no D1, A2 no D2).

  2. Repertório sociocultural: provar o argumento com repertório sólido (citação, dado, obra).

  3. Aprofundamento crítico e explicação: explicar como o exemplo sustenta a afirmação e por que o problema ocorre.

  4. Fechamento: conclusão do parágrafo, ligando o argumento ao tema central.

Quando usar a argumentação por contraste?

Embora a argumentação por soma (dois argumentos negativos ou dois positivos) seja comum, a argumentação por contraste (aspectos positivos e negativos) é uma estrutura avançada que pode ser mais adequada, dependendo do tema. Veja o modelo de introdução por contraste:

“Relativo à/ao (+tema), é possível destacar tanto aspectos positivos quanto negativos. Se por um lado, (Arg.1); por outro, (Arg.2).”

Quem usa o contraste na introdução deve empregar conectivos de oposição, como “No entanto”, entre os parágrafos de desenvolvimento (D1 e D2), porque eles tratam de ideias opostas (positivo versus negativo).

Quais são as 10 formas de fazer uma introdução de redação?

A capacidade de variar a abertura do texto ajuda a se destacar. Abaixo, estão 10 formas eficientes, em ordem crescente de complexidade. Para ver exemplos completos, consulte os modelos de introdução para redação.

Contextualização com dados estatísticos (fácil/comum)

É uma das formas mais comuns. Consiste em dar um panorama da temática no Brasil atual, mostrando que o problema é relevante. Procure trazer dados estatísticos ou informações de fontes confiáveis. Você pode, inclusive, usar dados apresentados pela própria proposta de redação, mas sem copiá-los literalmente.

Vantagem didática: é rápido e baseia-se em fatos concretos.

Conceituação (fácil/prático)

O estudante explica um conceito central para o tema proposto e, em seguida, mostra por que ele é importante.

Exemplo: definir “estigma” para o tema de doenças mentais, ou “isonomia” para o tema de desigualdade social.

Citação (comum, exige repertório)

Utilize referências a palavras, ideias ou informações de outras fontes para sustentar seus pontos. Tente fugir das frases mais conhecidas e garanta que a citação tenha relação direta com o raciocínio e a tese. A citação confere credibilidade e funciona como “argumento de autoridade”.

Tipos: diretas (palavras exatas, entre aspas) ou indiretas (paráfrase, mantendo o significado, sem aspas). Se não lembrar da frase exata, use a indireta, mas sempre citando o autor.

Cuidado: evite que a citação seja longa demais e ofusque o seu próprio texto, pois o corretor valoriza a sua “autonomia”.

Legislação (muito cobrado em concursos)

Inicie com a menção a uma lei (como a Constituição Federal de 1988) e, em seguida, contraponha essa teoria à prática. Isso demonstra que o problema persiste apesar das garantias legais.

Exemplo: citar o artigo 205 da CF/88 (a educação como direito de todos e dever do Estado e da família) para discutir a falta de tradutores de Libras nas escolas.

Resgate histórico (exige precisão)

Contextualiza o assunto destacando pontos da história em que houve a situação abordada no tema.

Cuidado: use o resgate histórico brevemente (no máximo 3 ou 4 linhas). O fato histórico citado deve ser o contexto imediato do tema. Citar fatos distantes, como a Revolução Industrial para falar do trabalho infantil atual, não é eficaz.

Narração não ficcional (atualidades)

Narre um caso famoso, uma notícia de grande repercussão ou um episódio da política ou da ciência que se relacione ao tema. A história deve ser verificável pelo corretor, então evite casos pessoais.

Questionamento (exige resposta)

Levante questões que gerem discussão e interesse.

Regra de ouro: você deve responder a todas as perguntas ao longo do texto. Por isso, foque em problemas específicos e não seja amplo demais.

Narração ficcional (séries, filmes, livros)

Use uma situação de uma obra (série, filme ou livro) que se relacione ao tema. É preciso conectar claramente a situação ficcional à realidade brasileira (por exemplo, “Já na realidade brasileira...”) para não fugir do tema.

Dica didática: é interessante resgatar essa referência ficcional na conclusão, para manter a coerência.

Comparação (exige dados e cautela)

Compare a situação brasileira com a de outro país, época ou civilização, muitas vezes buscando inspiração em modelos estrangeiros.

Cautela: evite a “síndrome do vira-lata”. O que funciona em outro lugar pode não funcionar no Brasil, devido às características sociais distintas. Respeite também a Constituição Brasileira e a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Referências culturais

Referência literária: use uma obra que tenha íntima relação com o tema, como Capitães da Areia, de Jorge Amado, para discutir a situação de crianças e adolescentes em vulnerabilidade. Veja também como citar livros na redação sem copiar trechos longos.

Referência mitológica: uso de figuras clássicas (como Ulisses) para analogia com os desafios atuais.

Crítica: critique de forma equilibrada um fenômeno social (como a globalização levando ao consumismo infantil), com a intenção de buscar soluções, e não apenas culpar o governo.

Qual repertório sociocultural coringa usar na redação?

O repertório sociocultural é decisivo no Enem e nos vestibulares, pois mostra bagagem cultural e dá credibilidade ao texto. As referências versáteis, chamadas de “coringas”, se encaixam em uma variedade de temas.

Quais repertórios socioculturais são versáteis?

Filósofos e pensadores: Platão, Aristóteles, Simone de Beauvoir, Foucault, Bauman.

Obras literárias clássicas: 1984 (George Orwell) ou O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry), ricos em temas universais como liberdade, poder e responsabilidade social.

Filmes e séries: A Lista de Schindler ou Black Mirror, que abordam ética, tecnologia e direitos humanos.

Movimentos históricos e sociais: Iluminismo, Feminismo, Luta pelos Direitos Civis, que contextualizam discussões sobre igualdade e justiça.

Obras de arte e artistas: Pablo Picasso ou Frida Kahlo, úteis para discutir guerra, identidade e expressão cultural.

Quais são as 15 melhores citações coringas para qualquer tema?

Estas citações funcionam como repertório coringa e se encaixam em diversos temas de redação.

  1. “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos.” (Artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos).

  2. “Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo.” (George Santayana, filósofo e poeta espanhol).

  3. “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.” (Nelson Mandela, líder sul-africano).

  4. “A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação.” (Oscar Wilde, escritor).

  5. “Não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas.” (Zygmunt Bauman, filósofo e sociólogo polonês).

  6. “O indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido, a saber quais são suas origens e as condições de que depende.” (Émile Durkheim, sociólogo).

  7. “A vontade geral deve emanar de todos para ser aplicada a todos.” (Jean-Jacques Rousseau, filósofo).

  8. “Que tipo de mundo podemos preparar para os nossos bisnetos?” (Richard Rorty, filósofo).

  9. “Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros.” (Confúcio, pensador e filósofo chinês).

  10. “Temos de nos tornar a mudança que queremos ver.” (Mahatma Gandhi, ativista indiano).

  11. “O progresso é impossível sem mudança; e aqueles que não conseguem mudar as suas mentes não conseguem mudar nada.” (George Bernard Shaw, dramaturgo).

  12. “Se queres prever o futuro, estuda o passado.” (Confúcio, pensador e filósofo chinês).

  13. “Um país não muda pela sua economia, sua política e nem mesmo sua ciência; muda sim pela sua cultura.” (Herbert José de Sousa, o Betinho, sociólogo e ativista).

  14. “A arte é a mentira que nos permite conhecer a verdade.” (Pablo Picasso, artista).

  15. “A inclusão acontece quando se aprende com as diferenças e não com as igualdades.” (Paulo Freire, educador brasileiro).

Como fazer a proposta de intervenção que vale 200 pontos?

Em redações como a do Enem, a conclusão é a última impressão e deve oferecer uma proposta de intervenção (PI) completa, eficaz e que respeite os direitos humanos. Veja mais em como fazer a conclusão do Enem. A PI vale 200 pontos da nota total da redação.

Para estar correta e completa, a proposta precisa ter 5 elementos:

Elemento

Pergunta-chave

Exemplo (baseado em uma nota 1000)

1. Agente

Quem? (Quem fará a ação?)

Poder Executivo (na esfera federal) ou Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

2. Ação

O quê? (Qual intervenção será realizada?)

Amplie a verba destinada a órgãos fiscalizadores ou estabeleça políticas públicas efetivas.

3. Modo/Meio

Como? (De que forma será realizada?)

Pela implantação de um Projeto Nacional de Valorização dos Povos Tradicionais ou por meio de leis e investimentos.

4. Efeito

Para quê? (Qual o resultado esperado?)

A fim de combater os preconceitos e promover o respeito ou a fim de diminuir o consumo exacerbado.

5. Detalhamento

Explicação/exemplos (detalhe o agente, a ação ou o meio)

Articular, em conjunto com a mídia, palestras e debates que informem a importância de tais grupos.

Atenção: não basta citar a intervenção de forma genérica. É preciso explicar quem é o responsável e como a proposta será colocada em prática.

Quais erros evitar na introdução da redação?

Conhecer os erros mais comuns é vital para evitar a perda de pontos.

Quais são os erros comuns na introdução?

  • Introdução embrionária: não ter pelo menos duas linhas de texto.

  • Falta de conexão: não conectar claramente o contexto utilizado (citação, história) com a problematização do tema.

  • Mistura de assuntos: apresentar uma pluralidade de ideias que não serão exploradas ou que não se ligam à tese, deixando o texto poluído.

  • Períodos longos demais: evitar períodos excessivamente longos no primeiro parágrafo. O recomendável é usar pelo menos dois períodos diferentes, separados por ponto final.

Como ganhar autonomia e credibilidade?

Autonomia: embora o repertório seja importante, os corretores valorizam a sua autonomia, que é a capacidade de mostrar ideias próprias, sem deixar que as citações ofusquem o texto.

Esqueleto pronto: lembre-se de que escrever a introdução não é o primeiro passo. Primeiro, leia com cuidado a proposta de redação e construa o esqueleto do texto, definindo tese e argumentos.

Repertório na prática: o repertório sociocultural deve enriquecer a argumentação. Ele precisa ser claro o bastante para dar legitimidade aos seus argumentos.

Coerência textual: para que a tese seja forte, escreva um texto coeso, em que ideias, argumentos, consequências e soluções se combinem em um todo, e não em parágrafos soltos.

Como colocar a introdução perfeita em prática?

A redação dissertativo-argumentativa, especialmente no modelo Enem, exige domínio da estrutura de 4 parágrafos e a aplicação correta dos 3 elementos da introdução (contextualização, tema e tese). Priorizar o repertório sociocultural coringa e garantir que a proposta de intervenção tenha os 5 elementos obrigatórios (agente, ação, meio, efeito e detalhamento) são passos inegociáveis para quem almeja a nota máxima.

Para continuar, veja o guia completo de redação para Enem e vestibulares e as dicas sobre quantos parágrafos fazer na redação. Depois, pratique na plataforma de estudos do Volitivo, resolva as questões gratuitas de redação e explore o material de apoio para Enem e vestibulares.

Referências Bibliográficas

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, art. 205. Disponível em: planalto.gov.br.

UNICEF Brasil. Declaração Universal dos Direitos Humanos, art. 1º. Disponível em: unicef.org/brazil.

INEP. Enem: Exame Nacional do Ensino Médio. Disponível em: gov.br/inep.

Perguntas Frequentes sobre Introdução de Redação

Como começar a introdução de uma redação?

Comece pela contextualização: abra com um dado estatístico, um conceito, uma citação, um fato histórico ou uma referência cultural que se conecte ao tema. Em seguida, mostre como esse contexto leva ao tema proposto e finalize com a tese.

Quais palavras usar para iniciar a introdução?

Não há palavras obrigatórias, e o mais importante é a conexão lógica. Muitos candidatos abrem com expressões como “Nos últimos anos”, “Historicamente” ou “De acordo com”, seguidas do repertório escolhido. Evite copiar o tema de forma literal.

Quantas linhas a introdução deve ter?

O ideal é ter pelo menos dois períodos diferentes, separados por ponto final. Introduções com duas linhas ou menos são consideradas embrionárias e podem prejudicar a nota. Evite também períodos excessivamente longos.

A introdução precisa ter a tese?

Sim. A tese é a opinião principal do texto e, no Enem, deve apresentar o projeto de texto com dois argumentos (A1 e A2), retomados nos parágrafos de desenvolvimento.

Posso usar citação na introdução?

Pode, desde que a citação tenha relação direta com o tema e a tese. A citação direta vai entre aspas; a indireta é uma paráfrase e exige o nome do autor. Evite citações longas e muito conhecidas.