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Suporte, Forma e Formato em Arquivologia: Resumo Completo

Suporte, forma e formato são conceitos arquivísticos que indicam o material do documento, sua configuração física e seu estágio de preparação. Neste resumo para concursos, você verá os 6 suportes, os 6 formatos e as 4 formas mais cobradas (definições do Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística, Arquivo Nacional, 2005).

Suporte, forma e formato em Arquivologia: arquivista analisa documentos em papel, livros, pendrives e rolos de filme sobre a mesa

No dia a dia, as pessoas usam "formato" para tudo: formato de rascunho, formato de livro, formato PDF. Na Arquivologia, cada palavra tem um sentido técnico próprio, e as bancas exploram justamente essa confusão. Saber separar do que o documento é feito, como ele se apresenta fisicamente e em que estágio de criação ele está garante pontos fáceis na prova e evita erros na rotina de quem trabalha com arquivos.

Índice

O que são suporte, forma e formato em Arquivologia?

O que é o suporte de um documento?

O que é formato em Arquivologia?

O que é a forma documental?

Como não confundir forma e formato nas provas?

Como os conceitos funcionam no documento digital?

Como revisar suporte, forma e formato antes da prova?

Referências Bibliográficas

Perguntas Frequentes

Prefere revisar em vídeo? Assista à aula abaixo, do canal do Volitivo no YouTube, com os três conceitos explicados de forma direta e com exemplos de questões.

O que são suporte, forma e formato em Arquivologia?

Todo documento de arquivo pode ser descrito por três perguntas diferentes. A primeira é do que ele é feito: essa resposta é o suporte. A segunda é que configuração física ele assume: essa resposta é o formato. A terceira é em que estágio de preparação e transmissão ele está: essa resposta é a forma.

As definições oficiais vêm do Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística (DBTA), publicado pelo Arquivo Nacional, e são reproduzidas quase palavra por palavra pelas bancas. Por isso vale decorar a ideia central de cada termo e, principalmente, os exemplos de cada grupo, que é onde as questões costumam trocar as peças.

Conceito

Definição (DBTA)

Pergunta que responde

Exemplos

Suporte

Material no qual são registradas as informações

Do que é feito?

Papel, película fotográfica, metal, disco óptico, disco magnético, memória de estado sólido

Formato

Configuração física de um suporte, de acordo com a natureza e o modo como foi confeccionado

Como se apresenta fisicamente?

Folha, caderno, livro, cartaz, planta, rolo de filme

Forma

Estágio de preparação e de transmissão de documentos

Em que fase de criação está?

Rascunho, minuta, original, cópia

Um mesmo documento reúne as três características ao mesmo tempo. Um ofício assinado, impresso em papel A4, tem como suporte o papel, como formato a folha e como forma o original. Se esse ofício for microfilmado, o novo exemplar terá como suporte a película, como formato o rolo de filme e como forma a cópia.

O que é o suporte de um documento?

O suporte é o material, a base física, que recebe o registro da informação. Sem ele, a informação não sai do campo das ideias e não pode ser guardada, consultada ou provada. Ao longo da história, o registro passou por pedra, argila, pergaminho e papel até chegar aos discos e memórias eletrônicas usados hoje.

Conhecer o suporte é o primeiro passo para conservar o acervo, porque cada material reage de um jeito à luz, à umidade, à temperatura e ao manuseio. Essa é a lógica do diagnóstico de preservação e conservação, que começa justamente identificando os suportes existentes no arquivo e os riscos de cada um.

Quais são os principais suportes documentais?

  • Papel: o suporte mais tradicional da administração pública e privada. Feito de celulose, exige cuidado com umidade, acidez, fungos e insetos.

  • Película fotográfica: usada para fotografias, filmes e na microfilmagem de documentos, em rolos e microfichas.

  • Metal: menos comum no escritório, aparece em placas, medalhas e moedas de acervos especiais, com grande durabilidade.

  • Discos ópticos: CDs e DVDs, gravados por feixe de laser e muito usados para guardar volumes médios de dados.

  • Discos magnéticos: os HDs dos computadores e servidores, que registram dados por meio de propriedades magnéticas.

  • Memórias de estado sólido: pendrives, cartões SD e SSDs, dispositivos sem partes móveis que gravam os dados em circuitos integrados.

Seja orgânico como o papel ou eletrônico como o HD, o suporte é sempre a matéria que recebe o registro. Ele não diz nada sobre o conteúdo do documento, nem sobre o estágio em que o texto se encontra.

Suportes documentais: de um lado prateleiras com papéis e livros, do outro servidores com discos magnéticos e pendrives

Atenção a uma confusão comum: suporte não é gênero documental. O gênero indica a forma de expressão da informação (textual, iconográfico, cartográfico, audiovisual, sonoro, micrográfico, informático). A classificação de documentos por gênero olha para a linguagem do registro, enquanto o suporte olha para o material. Um documento textual pode estar em papel ou em HD, e o gênero continua o mesmo.

O que é formato em Arquivologia?

O formato é a configuração física que o suporte assume, de acordo com a sua natureza e o modo como foi confeccionado. Se o suporte é a matéria-prima, o formato é a "embalagem" que ela recebeu: o papel pode virar uma folha avulsa, um caderno, um livro encadernado ou um cartaz.

Uma boa comparação é pensar no suporte como o tecido e no formato como a roupa pronta. Você não arquiva "papel" de modo genérico, e sim uma folha, um livro ou uma planta. O formato é aquilo que se pode tocar e medir: dimensões, corte, dobra, encadernação.

Na prática, o formato define o mobiliário e o tipo de guarda. Folhas vão para pastas suspensas em gavetas, livros ficam em estantes e plantas grandes pedem mapotecas, o que se liga aos tipos de arquivamento vertical e horizontal cobrados nas provas.

Quais são os exemplos de formato mais cobrados?

  • Folha: a configuração mais simples do papel, plana e retangular, onde ficam ofícios, memorandos e certidões.

  • Caderno: conjunto de folhas presas por costura ou espiral, comum em anotações e registros sequenciais.

  • Livro: várias folhas encadernadas e protegidas por capa, com lombada, guardado em estantes.

  • Cartaz: peça plana de grandes proporções, feita para ser afixada e exibir informação ao público.

  • Planta: formato amplo de desenhos de engenharia e arquitetura, que exige guarda horizontal para evitar vincos.

  • Rolo de filme: configuração cilíndrica da película fotográfica, como o rolo de microfilme.

O DBTA também cita outros formatos, como o diapositivo (slide) e o mapa. Em todos os casos, o formato nunca trata do conteúdo do texto nem da sua validade jurídica, apenas da configuração física do suporte.

O que é a forma documental?

A forma documental é o estágio de preparação e de transmissão do documento. Diferente do formato, que é físico, a forma é um status: ela mostra em que momento da sua criação o documento está. Ele ainda está sendo escrito? Já foi revisado e aguarda aprovação? Já foi assinado e enviado? Ou é a reprodução de algo que já existia?

Também não confunda forma com espécie. A espécie é a configuração do documento segundo a disposição e a natureza das informações (ofício, ata, certidão, requerimento), tema explicado no post sobre espécie e tipologia documental. Um ofício (espécie) pode estar na forma de minuta, de original ou de cópia.

As quatro formas cobradas em prova são rascunho, minuta, original e cópia, nessa ordem de avanço.

Rascunho

O rascunho é a redação preparatória, sujeita a rasuras. É a fase em que as ideias estão sendo organizadas, com palavras riscadas, setas na margem e correções improvisadas. Ele mostra a origem do pensamento do autor, mas ainda não tem valor de documento transmitido.

Minuta

A minuta é a versão preliminar de um documento, já redigida na estrutura adequada, mas ainda sujeita a aprovação. Ela é um texto limpo, sem os rabiscos do rascunho. Pense no ofício digitado e impresso que fica na mesa do diretor esperando a leitura: enquanto ele não aprova e assina, o texto continua na forma de minuta.

A diferença entre rascunho e minuta é a mais explorada pelas bancas. Rascunho tem rasuras e é preparatório; minuta é limpa, mas ainda depende de aprovação.

Forma documental: rascunho com anotações e rasuras ao lado de uma minuta impressa aguardando assinatura

Documento original

O documento original é o primeiro documento completo e efetivo, produzido na sua versão final. É nessa forma que ele recebe os elementos de validação, como assinatura, carimbo, selo ou assinatura digital. Quando a minuta é aprovada e transmitida ao destinatário, ela passa à forma de original, que é a prova primária do ato.

Cópia

A cópia é o resultado da reprodução de um documento. Pode ser uma fotocópia, uma transcrição, uma reprodução fotográfica ou um arquivo digital duplicado. Ela costuma servir para distribuir a informação entre setores ou como reserva de segurança.

Sem autenticação, a cópia não tem a mesma força de prova do original, o que se relaciona com o valor primário e secundário dos documentos. Ainda assim, ela tem uso amplo na tramitação interna e na difusão do acervo.

Como não confundir forma e formato nas provas?

O senso comum usa "formato" para tudo, e as bancas aproveitam isso. A regra para não errar é simples: formato é físico (folha, livro, cartaz, planta, rolo de filme) e forma é o estágio (rascunho, minuta, original, cópia). Se o termo descreve algo que se pode medir, é formato; se descreve a fase do documento, é forma.

"Rascunho e cópia são exemplos de formatos documentais."

A afirmação está errada. Rascunho e cópia indicam o estágio de preparação e transmissão do documento, ou seja, são formas. Exemplos corretos de formato seriam folha, caderno, livro ou rolo de filme.

"O microfilme de um processo tem como suporte a película, como formato o rolo de filme e como forma a cópia."

A afirmação está certa. A película é o material, o rolo é a configuração física desse material e, por ser reprodução de um original, o microfilme está na forma de cópia.

Uma dica rápida para a hora da prova: monte mentalmente a frase "suporte (do que é feito), formato (como se apresenta), forma (em que fase está)" e encaixe cada exemplo da questão no grupo certo. Se um item aparecer em grupo trocado, a alternativa está errada.

Como os conceitos funcionam no documento digital?

Com os Sistemas Informatizados de Gestão Arquivística de Documentos (SIGAD) e os processos eletrônicos, os três conceitos continuam valendo. O suporte passou a ser, em grande parte, o disco magnético, o SSD e os discos ópticos dos servidores e data centers.

No ambiente digital, o formato costuma ser associado ao formato de arquivo, como PDF, DOCX ou JPG, ou seja, à configuração lógica que permite ler o conteúdo. As extensões de arquivo DOCX, PDF e JPG são o exemplo mais visível dessa ideia.

Forma documental no ambiente digital: profissional usa um SIGAD com versões de rascunho, minuta e original na tela

A forma também aparece nos sistemas de processo eletrônico. O texto que ainda está sendo editado e não foi assinado funciona como minuta; depois da assinatura eletrônica, o documento passa a ser o original. Essa validação costuma usar a assinatura digital com certificado, que garante autoria e integridade. Se alguém baixa o arquivo assinado para o próprio computador, o que fica salvo é uma cópia.

A tecnologia mudou os materiais e as ferramentas, mas a lógica arquivística é a mesma: identificar o material, a configuração e o estágio de cada documento.

Como revisar suporte, forma e formato antes da prova?

Revise os três grupos de exemplos (suporte, formato e forma) e treine trocando os itens de lugar até reconhecer a pegadinha de imediato. Para ver como esses conceitos entram no conjunto da disciplina, consulte o guia completo de Arquivologia para concursos, o resumo de gestão de documentos e a teoria das três idades.

Depois, fixe o conteúdo com questões gratuitas de Arquivologia, explore a plataforma de estudos do Volitivo e acesse todo o material de apoio para concursos.

Referências Bibliográficas

ARQUIVO NACIONAL (Brasil). Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2005.

BRASIL. Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991. Dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados.

PAES, Marilena Leite. Arquivo: teoria e prática. 3. ed. Rio de Janeiro: FGV, 2004.

Perguntas Frequentes sobre Suporte, Forma e Formato

Qual a diferença entre suporte e formato?

Suporte é o material em que a informação é registrada, como papel ou película. Formato é a configuração física que esse material assume, como folha, livro ou rolo de filme.

Quais são as formas do documento?

São quatro: rascunho, minuta, original e cópia. Elas indicam o estágio de preparação e de transmissão do documento.

Qual a diferença entre rascunho e minuta?

O rascunho é a redação preparatória, sujeita a rasuras. A minuta é a versão preliminar já limpa e estruturada, que ainda depende de aprovação.

PDF é formato ou suporte?

PDF é um formato de arquivo digital. O suporte é o dispositivo onde ele está gravado, como um HD, um SSD ou um pendrive.