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19/09/2025 • 10 min de leitura
Atualizado em 25/06/2026

O Que Faz Um Analista de Dados: Rotina e Salários

O que faz um analista de dados refere-se a coletar, limpar, interpretar e transformar grandes volumes de informações brutas em relatórios estratégicos. Segundo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), esse profissional atua garantindo a segurança e a precisão métrica para orientar decisões corporativas e governamentais.

Jovem profissional focado trabalhando em dois monitores com gráficos coloridos, ilustrando o que faz um analista de dados no dia a dia corporativo.

Afinal, o que faz um analista de dados no dia a dia?

A rotina de um profissional de dados é dinâmica e exige um perfil analítico aguçado. Diariamente, empresas e órgãos públicos geram terabytes de informações que, sozinhas, não significam nada. O papel principal desse especialista é dar sentido a esse caos digital.

Para isso, a rotina envolve a extração de informações de diferentes fontes, como planilhas, sistemas internos e plataformas online. Após a coleta, ocorre a etapa de higienização, onde dados duplicados ou incorretos são eliminados para evitar falhas na análise final.

Uma vez que a base está limpa, o profissional aplica modelos estatísticos para identificar padrões de comportamento, tendências de mercado ou gargalos operacionais. É nesse momento que os números se transformam em narrativas visuais que a diretoria ou os gestores públicos conseguem compreender facilmente.

Se você está se preparando para atuar na área, é altamente recomendável consultar um bom material de apoio sobre o que faz um analista de dados para solidificar seus conhecimentos teóricos antes de ir para a prática.

Nível de Experiência

Foco Principal da Atuação

Autonomia na Tomada de Decisão

Júnior

Limpeza de bases e relatórios simples

Baixa (atua sob supervisão constante)

Pleno

Modelagem estatística e automação

Média (gerencia projetos de médio porte)

Sênior

Estratégia de negócios e liderança

Alta (orienta a diretoria e define metas)

O que faz um analista de dados junior

Quando alguém entra no mercado de tecnologia, as responsabilidades iniciais são mais operacionais e focadas na execução de processos já estabelecidos. Saber exatamente o que faz um analista de dados junior ajuda a alinhar expectativas e diminuir a ansiedade dos primeiros meses de trabalho.

Nesta fase, o profissional passa a maior parte do tempo lidando com a extração e a estruturação de planilhas. Ele utiliza comandos básicos de SQL para consultar informações e apoia a equipe na construção de painéis visuais menos complexos.

O foco do nível júnior é aprender as regras de negócio da instituição. Ele precisa entender como a empresa ganha dinheiro ou como o órgão público atende o cidadão, garantindo que a sua manipulação técnica reflita a realidade operacional.

O que faz um analista de dados senior

Com o passar dos anos e o acúmulo de experiência, o escopo de trabalho muda drasticamente. Entender o que faz um analista de dados senior é perceber a transição de um perfil puramente técnico para um perfil altamente estratégico e consultivo.

O sênior não passa o dia apenas limpando planilhas. Ele desenha a arquitetura da informação, define quais métricas são realmente importantes (KPIs) e lidera equipes menores. Ele é a ponte direta entre o departamento de tecnologia e os diretores executivos.

Além disso, esse profissional antecipa problemas. Utilizando análises preditivas, ele consegue prever quedas de faturamento, sazonalidades do mercado ou falhas em sistemas públicos, propondo soluções antes mesmo que o problema afete a organização.

Ferramentas essenciais: O que faz um analista de dados Power BI?

O mercado exige o domínio de softwares específicos para a criação de painéis interativos, conhecidos como dashboards. Nesse cenário, compreender o que faz um analista de dados power bi é fundamental, pois esta é a ferramenta da Microsoft mais utilizada globalmente para visualização de métricas.

O Power BI permite conectar centenas de fontes de informações diferentes em um único lugar. O analista utiliza essa ferramenta para criar gráficos dinâmicos que atualizam em tempo real, facilitando a vida de gestores que não têm tempo para ler tabelas extensas.

"O faturamento caiu 15% na região Sul no último trimestre, mas as vendas online de produtos específicos subiram 20% no mesmo período."

Neste exemplo prático, o analista não entrega apenas o número negativo. Através do Power BI, ele cruza a queda regional com o aumento digital e prova visualmente para a diretoria que o orçamento de marketing físico da região Sul deve ser imediatamente realocado para campanhas de tráfego pago, salvando a meta anual da empresa.

Para chegar a esse nível de proficiência, o estudo contínuo é inegociável. Muitos começam dominando planilhas tradicionais através de uma boa introdução ao Excel e operações básicas, para depois migrar para softwares de inteligência de negócios mais robustos.

Qual faculdade faz um analista de dados e o que se estuda?

Uma das maiores dúvidas de quem deseja ingressar na área de tecnologia é sobre a formação acadêmica. Afinal, qual faculdade faz um analista de dados para ter um currículo atrativo tanto na iniciativa privada quanto em editais governamentais?

Não existe uma graduação única e exclusiva com esse nome exato na maioria das instituições tradicionais. O mercado absorve profissionais de diversas áreas de exatas e tecnologia, desde que comprovem raciocínio lógico e domínio das ferramentas.

As graduações mais procuradas e aceitas para essa carreira são:

  1. Ciência da Computação ou Engenharia de Software.

  2. Sistemas de Informação.

  3. Estatística ou Matemática Aplicada.

  4. Engenharia de Produção.

  5. Gestão de Tecnologia da Informação (Tecnólogo).

Durante esses cursos, a grade curricular é densa e voltada para a resolução de problemas complexos. Os alunos mergulham profundamente em disciplinas exatas que formam a base do pensamento analítico necessário para a profissão.

Entre as matérias mais comuns, estuda-se cálculo diferencial e integral, probabilidade, álgebra linear e o que são algoritmos e lógica de programação. O domínio dessas disciplinas garante que o profissional consiga escrever códigos limpos e eficientes.

Outro pilar fundamental da formação acadêmica é o estudo de infraestrutura de armazenamento. É impossível analisar informações sem saber onde elas moram, por isso, disciplinas que explicam o que são bancos de dados relacionais e não-relacionais estão sempre presentes nos semestres iniciais.

Capacitações extras e salários no mercado atual

Ter apenas o diploma universitário raramente é suficiente para se destacar em um mercado tão competitivo. As empresas buscam profissionais que possuam certificações específicas e capacitações práticas que comprovem a habilidade de gerar resultados rápidos.

As capacitações mais valorizadas incluem bootcamps intensivos de programação em Python ou R, cursos avançados de linguagem SQL e certificações oficiais de grandes empresas de tecnologia, como a Microsoft Certified: Data Analyst Associate ou certificações em nuvem da AWS e Google Cloud.

Mãos segurando um tablet com gráfico financeiro em crescimento, representando a evolução do salário e o que faz um analista de dados.

A remuneração na área de dados é um dos grandes atrativos, figurando entre as mais altas do setor de tecnologia. Os valores variam conforme a região do país, o porte da empresa e, principalmente, o nível de senioridade e as ferramentas dominadas pelo profissional.

Nível do Cargo

Média Salarial Mensal (CLT)

Principais Requisitos Técnicos

Júnior

R$ 3.500,00 a R$ 5.500,00

Excel avançado, SQL básico, Power BI

Pleno

R$ 6.000,00 a R$ 9.000,00

SQL avançado, Python/R, Modelagem

Sênior

R$ 10.000,00 a R$ 18.000+

Arquitetura de dados, Liderança, Cloud

No setor público, a realidade também é promissora. Diversos órgãos federais e estaduais realizam certames com salários iniciais que ultrapassam a marca dos dez mil reais. Para quem busca essa estabilidade, acompanhar as notícias sobre um concurso para analista de sistemas ou cargos correlatos é uma excelente estratégia.

Próximos passos para a sua aprovação e carreira

A transição para a área de tecnologia exige planejamento, disciplina e acesso a materiais de alta qualidade. O mercado é generoso com quem se prepara adequadamente, oferecendo oportunidades reais de crescimento financeiro e intelectual a curto e médio prazo.

Seja o seu objetivo atuar em uma grande multinacional ou conquistar a tão sonhada estabilidade em um cargo público, o domínio da lógica, da estatística e das ferramentas de visualização será o seu maior diferencial competitivo.

Para acelerar esse processo, a prática constante é o melhor caminho. Acesse a plataforma principal da Volitivo para organizar sua rotina de estudos e utilize o banco de questões para testar seus conhecimentos técnicos e teóricos diariamente.

Referências Bibliográficas

Para a construção deste material, foram consultadas diretrizes oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) através da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), que regulamenta as atividades de tecnologia da informação no Brasil.

Também foram analisados os impactos da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018) na rotina dos profissionais de tecnologia, além de relatórios de tendências de mercado divulgados por associações brasileiras de empresas de software e serviços de internet.

Perguntas Frequentes sobre a Profissão de Dados

Preciso saber muita matemática para ser analista?

Sim, uma base sólida em matemática é necessária, especialmente em estatística e probabilidade. Você não precisa ser um matemático puro, mas deve compreender como calcular médias, medianas, variâncias e desvios padrões para garantir que suas análises reflitam a realidade e não gerem falsas interpretações para a empresa.

Qual a diferença entre cientista e analista de dados?

O analista foca em olhar para o passado e o presente, respondendo perguntas como "por que as vendas caíram no mês passado?". Já o cientista de dados utiliza algoritmos complexos de inteligência artificial e machine learning para prever o futuro, criando modelos que respondem "quantos produtos venderemos no próximo semestre?".

É possível passar em concursos públicos nessa área?

Absolutamente. Com a digitalização dos serviços governamentais, tribunais, ministérios e secretarias de fazenda abrem vagas frequentemente para especialistas em tecnologia da informação. A preparação exige o estudo do material de apoio focado em bancos de dados, governança de TI e legislação específica cobrada pelas bancas examinadoras.