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Arquivamento Vertical e Horizontal: Tipos e Diferenças

Arquivamento vertical e horizontal são os tipos de arquivamento físico, definidos pela posição do documento na prateleira: em pé (perpendicular) ou deitado (paralelo). O vertical é indicado ao arquivo corrente pela consulta rápida; o horizontal fica para mapas, plantas e arquivos permanentes (Marilena Leite Paes, Arquivo: teoria e prática).

Arquivamento vertical no arquivo corrente: profissional retirando uma pasta suspensa de uma gaveta de aço sem mexer nas demais

Quem já revirou uma pilha de papéis para achar um único ofício sabe o custo da desorganização física. Na Arquivologia, a forma de acomodar o documento no móvel é decidida com critério: ela economiza tempo, reduz danos ao suporte e protege a memória da instituição. Neste material, você vai ver como cada tipo funciona, por que a teoria recomenda um e desaconselha o outro no arquivo corrente e como as bancas cobram o tema.

Índice

O que são arquivamento vertical e horizontal?

Como funciona o arquivamento horizontal?

Por que o arquivamento vertical domina o arquivo corrente?

Como implementar o arquivo vertical com eficiência?

Como o tipo físico influencia a eliminação de documentos?

Qual tipo de arquivamento escolher no dia a dia e na prova?

Referências Bibliográficas

Perguntas Frequentes sobre Arquivamento Vertical e Horizontal

Prefere revisar em vídeo? Assista à aula sobre arquivamento vertical e horizontal no canal do Volitivo no YouTube.

O que são arquivamento vertical e horizontal?

Os tipos de arquivamento descrevem a posição física em que o documento é guardado no mobiliário. No arquivamento horizontal, os documentos ficam deitados, paralelos à prateleira, uns sobre os outros. No arquivamento vertical, eles ficam em pé, perpendiculares à prateleira, um atrás do outro ou lado a lado, como livros em uma estante.

Não confunda tipos com métodos. Os métodos de arquivamento e ordenação (alfabético, numérico, geográfico, por assunto) dizem em que ordem lógica os documentos são organizados. Os tipos dizem apenas se eles ficam em pé ou deitados. Essa troca de conceitos é uma pegadinha comum em provas.

Onde a guarda entra nas operações de arquivamento?

Quando um documento chega ao setor, ele passa por etapas intelectuais: inspeção, estudo, classificação, codificação e ordenação. Todas exigem análise do conteúdo e conhecimento do plano de classificação da instituição. A última etapa das operações de arquivamento é a guarda, a única operação puramente física: colocar o papel na pasta, na caixa, na gaveta ou na prateleira.

É nesse momento que se escolhe o tipo de arquivamento. Um documento bem classificado, mas guardado no lugar ou na posição errada, fica perdido para o usuário. A escolha depende da idade do documento, prevista na teoria das três idades, e da frequência com que ele será consultado.

Critério

Arquivamento horizontal

Arquivamento vertical

Posição do documento

Deitado, paralelo à prateleira

Em pé, perpendicular à prateleira

Consulta

Lenta: exige mover os documentos de cima

Rápida: retira só o item desejado

Uso no arquivo corrente

Desaconselhado

Aconselhado

Uso típico

Mapas, plantas, cartazes, desenhos e arquivos permanentes

Pastas suspensas, fichas e processos em tramitação

Mobiliário

Mapotecas, estantes com gavetas largas

Arquivos de aço com gavetas, estantes com caixas-arquivo

Como funciona o arquivamento horizontal?

No arquivamento horizontal, documentos e fichas são colocados deitados, formando pilhas em caixas, estantes ou escaninhos. À primeira vista parece o método mais simples, porque a gravidade mantém tudo no lugar. Essa facilidade, porém, cobra um preço alto na consulta e na integridade do acervo.

Por que o horizontal é desaconselhado no arquivo corrente?

O arquivo corrente reúne documentos em tramitação ou de consulta frequente, e a velocidade é sua principal exigência. Para retirar um documento do meio ou do fundo de uma pilha, é preciso erguer ou afastar todos os que estão por cima. Por isso a literatura arquivística desaconselha o uso do arquivamento horizontal nessa fase.

Imagine 50 processos empilhados. Se a chefia pedir com urgência o de número 42, você terá de manipular os 41 que estão acima dele. Isso gera dois problemas:

  • Atraso na localização: o tempo gasto movendo e reordenando papéis compromete a agilidade administrativa.

  • Degradação por atrito: puxar papéis de baixo de pilhas pesadas rompe as fibras de celulose e causa rasgos, dobras e desgaste nas bordas.

Arquivamento horizontal em mapoteca: gaveta larga aberta com plantas de engenharia e mapas guardados deitados e sem dobras

Quando o arquivamento horizontal é a melhor escolha?

O tipo horizontal é amplamente utilizado na guarda de plantas de engenharia, mapas, cartazes e desenhos. Dobrar uma planta de grande formato para caber em uma gaveta comum cria vincos que, com o tempo e a acidez, podem partir o papel. Por isso, documentos de grandes dimensões devem ser guardados abertos, sem dobras, em mapotecas.

Ele também aparece nos arquivos permanentes, onde a consulta é menos frequente e a preservação do suporte passa a ser a prioridade. Nesse cenário, a perda de agilidade pesa menos do que o risco de deformação.

"O arquivamento horizontal é o mais indicado para os arquivos correntes, pois facilita a localização dos documentos."

A afirmação está errada. O horizontal é desaconselhado no arquivo corrente justamente porque obriga a mexer em vários documentos para retirar um só. Ele é indicado para plantas, mapas, desenhos e arquivos permanentes.

Por que o arquivamento vertical domina o arquivo corrente?

Se deitar os papéis não atende à velocidade do dia a dia, a solução é colocá-los em pé. No arquivamento vertical, os documentos ficam apoiados sobre a margem inferior, perpendiculares à prateleira. É o padrão em escritórios, clínicas, secretarias públicas e qualquer setor que dependa de consulta rápida.

Como a consulta rápida acontece na prática?

Com as pastas em pé e as etiquetas de identificação voltadas para cima, quem consulta enxerga todo o conteúdo da gaveta em segundos. A principal vantagem do arquivamento vertical é permitir a consulta sem retirar outros documentos: basta localizar a pasta e puxá-la.

Se você precisa da pasta "M", desliza os dedos pelas etiquetas, encontra a letra e retira só aquela pasta. As pastas de "A" a "L" e de "N" a "Z" continuam no lugar e na ordem. Não há atrito, esforço extra nem perda de tempo.

Pastas suspensas no arquivamento vertical: pastas alinhadas em pé na gaveta com etiquetas de identificação alfabética no topo

Como o eixo vertical protege o suporte?

Colocar o papel em pé também ajuda a preservá-lo, desde que o mobiliário seja adequado. Nas pilhas horizontais, o peso esmaga as fibras dos papéis de baixo. No arquivamento vertical, especialmente com pastas suspensas, os documentos não sofrem a pressão do empilhamento.

O cuidado é não superlotar as gavetas. Deve haver uma folga que permita folhear as pastas livremente. Documentos espremidos rasgam e ganham dobras nos cantos (as conhecidas "orelhas") cada vez que alguém força a entrada de uma folha.

Como implementar o arquivo vertical com eficiência?

Mudar a posição do papel não resolve tudo sozinho. O arquivamento vertical rende mais quando vem acompanhado de boas práticas de manuseio, sinalização e preservação e conservação de documentos. Veja as três principais.

1. Higienização prévia e retirada de metais

Antes de ir para a pasta, o documento deve estar preparado. A conservação preventiva pede a remoção de clipes, grampos metálicos e espirais que não façam parte da estrutura do documento. Em uma gaveta vertical, um clipe enferrujado pela umidade mancha o próprio documento e, pela pressão lateral, também o vizinho.

Use espátulas ou extratores adequados para essa remoção. Fitas adesivas comuns devem ser evitadas, porque a cola envelhece, amarela e mancha o suporte de forma irreversível.

2. Guia-fora para controlar empréstimos

A facilidade de retirar documentos cria um risco: perder o rastro de quem os levou. Em um arquivo corrente, processos entram e saem das gavetas o dia todo por empréstimos e consultas. Para manter o controle, usa-se o guia-fora, também chamado de ficha fantasma, um marcador colocado exatamente no lugar do documento retirado.

No guia-fora, anotam-se a data de saída, a identificação do documento e o setor ou a pessoa que o levou. Assim, quem procurar o mesmo item na gaveta não vai supor que ele se perdeu: saberá com quem ele está e quando saiu.

Controle de empréstimos com guia-fora: ficha fantasma inserida entre as pastas no lugar do documento retirado para consulta

3. Acondicionamento em caixas-arquivo

Mesmo no tipo vertical, os conjuntos de documentos costumam ser reunidos em caixas-arquivo antes de seguir para as estantes. O ideal é usar caixas de material quimicamente estável, como papelão alcalino, mantendo os documentos em pé dentro delas.

Uma recomendação de conservação é acomodar volumes encadernados com a lombada voltada para baixo, para que o peso do miolo não force a costura ou os grampos plásticos. Se a caixa não estiver cheia, use cartões ou calços de material alcalino para manter os documentos apoiados. Documentos soltos escorregam, empenam e ganham uma curvatura permanente que dificulta a leitura no futuro.

Como o tipo físico influencia a eliminação de documentos?

O arquivamento vertical também facilita a avaliação e a destinação final. Todo arquivo corrente segue uma tabela de temporalidade de documentos, e os prazos de guarda vencem continuamente. A eliminação periódica do que perdeu valor é o que evita a superlotação do espaço.

No sistema horizontal, retirar documentos vencidos exigiria desmontar pilhas, conferir datas no fundo e empilhar tudo de novo. O esforço físico leva ao adiamento da tarefa e, com o tempo, à perda de controle do acervo. No vertical, basta percorrer as pastas, retirar as que cumpriram o prazo sem mexer nas vizinhas e incluí-las na listagem de eliminação.

"No arquivamento vertical, os documentos são dispostos paralelamente à prateleira, o que permite consultá-los sem retirar os demais."

A afirmação está errada. A vantagem da consulta sem mover os demais documentos é mesmo do tipo vertical, mas nele os documentos ficam perpendiculares à prateleira. Paralela à prateleira é a posição do arquivamento horizontal. As bancas costumam trocar justamente esses dois termos.

Qual tipo de arquivamento escolher no dia a dia e na prova?

Para documentos de uso frequente, a resposta é o vertical: perpendicular à prateleira, consulta rápida e retirada pontual. O horizontal, paralelo à prateleira, fica para grandes formatos e acervos permanentes. Para revisar o restante da disciplina, consulte o guia completo de Arquivologia para concursos e o resumo de gestão de documentos.

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Referências Bibliográficas

PAES, Marilena Leite. Arquivo: teoria e prática. 3. ed. Rio de Janeiro: FGV, 2004.

BRASIL. Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991. Dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados.

CONSELHO NACIONAL DE ARQUIVOS. Publicações e recomendações do CONARQ.

Perguntas Frequentes sobre Arquivamento Vertical e Horizontal

O que é arquivamento vertical?

É o tipo de arquivamento em que os documentos ficam em pé, perpendiculares à prateleira. Ele permite consultar e retirar um documento sem mexer nos demais, por isso é o indicado para o arquivo corrente.

O que é arquivamento horizontal?

É o tipo em que os documentos ficam deitados, paralelos à prateleira, uns sobre os outros. É desaconselhado no arquivo corrente e usado para mapas, plantas, desenhos e arquivos permanentes.

Qual a diferença entre tipos e métodos de arquivamento?

Os tipos (vertical e horizontal) tratam da posição física do documento. Os métodos (alfabético, numérico, geográfico, por assunto, entre outros) tratam da ordem lógica em que os documentos são organizados.

Qual móvel usar para guardar mapas e plantas?

A mapoteca, que guarda documentos de grande formato abertos e sem dobras, no arquivamento horizontal.